quinta-feira, 30 de abril de 2009

‘Esgrafiado’ transforma muro em arte
Usando como tema ‘A música na linha da vida’ uma escola de música de Castro decidiu inovar e usar da criatividade para ‘reformar’ muros e paredes. O trabalho foi realizado pelo artista plástico Marcos Antonio Brescovici, que utilizou o esgrafiado como técnica. O processo constitui em aplicar camadas de argamassa com pigmentos sobre as paredes. E, com a massa ainda parcialmente molhada, escavá-la obtendo diversos desenhos com formas coloridas.   veja mais na página 4A


Castro-PR, Quinta-feira, 23 de ABRIL de 2009  * Jornal Página Um *  Ano XIX *  Nº 1460 -   circulação diária

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mural
Criar cenas através de entrevistas. Contar histórias através de desenhos. Utilizando a técnica do esgrafiado e produzem murais que eternizam acontecimentos históricos.
Na pré-história o homem usou as paredes para se comunicar. Deixou rabiscos para contar como viviam, o que viam, como eram. Fez dos rabiscos linguagens diferentes. Eles contaram suas histórias. Hoje a história se repete, ou melhor, mais uma vez é contada através de figuras, desenhos: murais. Neles não são destacadas as personalidades, heróis ou vilões, e sim o fato em si.
Antes de qualquer coisa é realizado um trabalho de pesquisa, é demandado um período de resgate e estudo sobre o assunto. Depois de coletadas as informações, elas são selecionadas e o projeto começa ser executado.

A Técnica
REBOCO
A espessura do reboco fica entre 1cm a 2,5 cm, varia de acordo com a proposta das imagens. Uma pessoa contratada pelos escultores aplica o reboco em camadas de cores: preto, vermelho, amarelo, verde, azul e a última camada argamassa pura.
RISCO DE GIZ
Quando o giz já consegue riscar sem tirar a massa, os desenhos já podem ser passados para o mural.
ESGRAFIADO
Realizado com espátulas para esgrafiar, que consiste em retirar a argamassa revelando as camadas anteriores, dando forma e volume aos desenhos traçados com giz.O esgrafiado foi encontrado primeiramente nas ruínas da cidade romana de Pompéia. Na época, eram utilizadas argamassa e argila para se fazer os murais. Na década de 1930, os artistas mexicanos desenvolveram a técnica e colocaram cimento à mistura.
Os murais tomaram força com a Revolução Mexicana de 1910, eles eram utilizados para a comunicação dos revolucionários mexicanos. Passado o conflito os pintores muralistas inundavam as paredes com torrentes de imagens reproduzidas das mais variadas formas: realista, alegórica, satírica, sempre refletindo suas aspirações e conflitos, sua história e múltiplas culturas. De certa forma, foi a maneira que encontraram para expor a esperança, o otimismo da realidade que estavam vivendo. Este movimento evidenciou as artes visuais, ajudando a promover as bases culturais e políticas sobre os quais o muralismo nasceu, cresceu e se desenvolveu como uma arte nacional.